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Clarice Lispector – Frases e História

Clarice Lispector foi uma mulher de ideias muito à frente de sua época, nasceu em Chechelnyk na Ucrânia e passou seus primeiros dois meses fugindo com os pais dentro do país, logo a família migrou em um navio para o Brasil em 1920, as lutas e massacres contras os judeus estavam acontecendo em muitos lugares da Europa.
Ao chegarem ao Brasil o pai de Clarice procurou mudar o nome de toda a família, Clarice se chamava até então de Haia. A escritora viveu com sua família em Maceió até a morte de sua mãe que aconteceu quando tinha apenas 8 anos de idade. Quando a família mudou-se para o Recife, lá Clarice aprendeu a escrever, ela falava vários idiomas também.
a carreira de Clarice como escritora começou no jornal “A noite” em que trabalhava como redatora, apesar de ser formada em Direito. A escritora casou-se com o diplomata Maury Gurgel Valente, e morou alguns anos fora do país, teve dois filhos Pedro e Paulo, sendo um deles afiliado de Érico Veríssimo.
Clarice teve mais de 30 títulos publicados, sendo distribuídos entre histórias infantis e voltadas para o publico adulto, não na mesma proporção, pois a grande maioria é voltada para o público adulto, o subjetivismo impera seus romances, e algumas frases escritas pela autora se eternizaram sendo filosofia de vida de alguns. Veja alguns exemplos:
“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…”
“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada”.
“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”.
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas as vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: Quer-se absorve a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”
“Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível,
é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador.”
